Artigos com a tag: "Social Media Release"
Por Rodrigo van Kampen*
Texto, vídeo, áudio, fotos, ilustrações, apresentações, infográficos ou então tudo isso misturado. Desde que a internet tornou possível e viável o conteúdo multimídia, a discussão deixa de ser técnica, é preciso pensar na efetividade da mensagem. Não é mais preciso saber se o servidor aguenta um vídeo, já que ele estará no Youtube ou no Blip.tv e os slides no Slideshare. A questão agora é: vale a pena colocar conteúdo multimídia no release?
Contras:
Multimídia não é barato, é trabalhoso, leva tempo e demanda pessoal e equipamento;
Nem sempre o jornalista terá tempo para o conteúdo. Se muitas vezes nem o release de quatro parágrafos ele vai ler, quando é que vai ver um vídeo de dois minutos?
Prós:
Conteúdo multimídia é muito mais rico, o que significa mais chances do release se destacar entre os vários que brigam pelo comunicador;
Não ocupa espaço no e-mail, já que os vídeos ficam no Youtube, as imagens no Flickr, apresentações no Slideshare, e assim por diante;
Ajuda a explicar um conceito, uma novidade tecnológica ou um assunto complexo;
Adquire um tom mais humano para um assunto frio, quando um porta-voz comenta como a novidade muda a vida das pessoas;
Conteúdo pronto para ir para blogs ou sites, ser (...)
PR em inglês, ou RP em português, é a sigla para “Relações Públicas”, a designação mais cool para assessoria de imprensa. O PR nasceu em 1906, nos USA, junto com o press release, inventado pelo jornalista Ivy Lee, com o objetivo de gerenciar a comunicação de uma crise, disparada por um acidente ferroviário que matou 50 pessoas. Na época o objetivo de Lee era apenas reportar os fatos com precisão e velocidade, de maneira padronizada, para todos as mídias relevantes, ao mesmo tempo.
Nestes mais de 100 anos, o press release envelheceu, sem perder sua principal característica que é a factualidade. Um bom press release reporta fatos e ponto. O processo de desgaste dos chamados press releases está relacionado a vários aspectos: jornalistas hiper bem informados graças à Internet; muitos fatos irrelevantes enviados pelas assessorias às redações; conflitos de contextualização (entre cliente da assessoria e a mídia) e aumento da prioridade da análise, em detrimento da pura e simples publicação dos fatos.
A tudo isso que descrevemos acima se designa genericamente por PR 1.0, ou seja, o PR que utiliza de press releases para tentar vender pautas para a mídia, “empurrando” informações supostamente interessantes. Quem primeiro enxergou o final da vida útil (...)



