Artigos com a tag: "redes sociais"
Por Jair Tavares*
Gustave Flaubert disse “A vida deve ser uma constante educação”. Ele nasceu em 1821, na França, e viveu um período de constantes revoluções ligadas ao desenvolvimento da burguesia pós-Napoleão. Essa referência histórica serve para lembrar apenas que a vida é uma constante mudança e, portanto, um constante aprendizado, não apenas de novos conhecimentos, mas também de novos códigos sociais e novos valores. Por isso, a palavra educação também se refere ao conjunto de normas que torna nossas atitudes sociais compatíveis (não, essa não é a definição de dicionário).
Vamos sair da França do século 18, 19 e voltar para o 21: o que mudou de lá para cá? Liberdade de expressão? Correto, mas, da mesma forma como antigamente, essa liberdade vem carregada de responsabilidade. Numa sociedade interligada em rede, onde milhares de pessoas se comunicam instantaneamente umas com as outras, um erro na forma como você se aproxima, aborda e expõe as suas idéias pode ser tão cruel quanto a guilhotina francesa (ou pior, pois você ficará vivo para ver o que os outros falarão de você).
Hoje, o fenômeno das redes sociais tem chamado atenção das empresas, governos e instituições, que não observam adequadamente seus públicos e saem fazendo (...)
Por Edney Souza*
Na pré-história da comunicação era o mensageiro que, caminhando ou galopando, de uma cidade para outra, anunciava as novidades a povoados isolados e ávidos por receberem informações de seus vizinhos distantes. Ou por afeto, no caso de parentes, ou por precaução, no caso de pestes e saqueadores, manter-se informado tornou-se um fator importante para a sobrevivência dos povos.
A tecnologia trouxe o telégrafo, o telex, o fax e finalmente o e-mail. Com o crescimento da velocidade e facilidade de transmissão da informação, o privilégio deixou de ser de povoados e empresas e passou a ser do indivíduo. Hoje alguém só precisa recorrer aos correios para envio de bens materiais, levar informação pra lá e pra cá não é mais privilégio de quem tem boa saúde, um bom cavalo ou um aparelho caro. Mesmo não tendo computador o indivíduo pode enviar suas mensagens em uma lan house a partir de R$ 0,50 (cinquenta centavos) a hora.
Para a geração mais jovem e-mail também já é coisa do passado. Ele ainda é um mal necessário para criar uma conta em algum mensageiro instantâneo (como o MSN ou o GTalk), para se cadastrar em alguma rede social (como o Orkut ou Facebook) ou (...)


