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Por Tuca Hernandes*
Você já deve ter acompanhado essa história. Por curiosidade, a pessoa resolve enfim abrir uma conta no twitter. No começo, ela coloca algumas mensagens, segue vários perfis sem critério algum e tenta conversar com outros indivíduos. Alguns dias depois, ela desiste. A razão? “Ah, o twitter é chato. Ninguém deu bola pra mim e só vi bobagens por lá. Tenho mais o que fazer, ora essa.”
A mesma coisa você já deve ter ouvido em relação ao orkut e o facebook. Coisa estranha essa. Chato? Como assim? Ora essa, se as redes sociais não passam de bobagem para você, sinto muito, mas a culpa disso é sua. Isso mesmo. A qualidade do conteúdo que acompanhamos nesses meios dependerá dos contatos que fazemos. Ah, das comunidades que ingressamos também. Se tudo isso for criado levando-se em conta afinidades, a coisa fica bem mais interessante.
Ou seja, se interessa a você apenas bobagens sem muito sentido, vale se relacionar com os vários engraçadinhos que não saem da internet. Se discussões sobre marketing corporativo costumam chamar a sua atenção, é uma boa seguir no twitter aquele especialista que sempre anuncia alguma novidade sobre o assunto. Futebol? Culinária? Dicas sobre relacionamentos? Enfim, encontre aquilo (...)
Seja nas redes sociais, seja através do seu mainstream de comunicação corporativa, as empresas devem estar sempre preparadas para enfrentar a caixa de eco do mercado. Em comunicação não existe unilateralidade, mesmo em casos extremos como numa campanha publicitária tradicional.
Quando nos comunicamos através das redes sociais, podemos ter diversos objetivos:
Evangelização de mercado por meio de um blog corporativo;
Promoções, e/ou SAC via Twitter corporativo;
Participação em comunidades de negócios no Ning;
Participação em grupos de discussão no LinkedIn;
Campanhas promocionais no Facebook;
Etc…
Qualquer que seja o objetivo da comunicação via mídias sociais, é muito importante lembrar que nesse âmbito o público tem voz ativa - e contesta ou critica no ato. O que fazer a respeito? Algumas recomendações básicas cabem:
Respeite sempre a opinião do público-alvo.
Nunca deixe de responder nada, por mais agressiva e discordante que seja a opinião.
Ao contra-argumentar, proponha um âmbito de discussão e envolva o restante do público.
Respalde seus argumentos com opinões externas à empresas (links relevantes nas redes sociais). Ou seja, envolva outros players na discussão.
Por último, lembre-se de que o principal objetivo da atuação das empresas nas redes sociais não é vender ideias para seu público, mas entendê-lo melhor para, ato contínuo, melhorar sua comunicação corporativa.



