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	<title>ComRemix &#187; blogueiro</title>
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	<description>Remixando a Comunicação</description>
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		<title>As Mídias Sociais estão acabando com o jornalismo?</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Oct 2010 12:54:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Soma</dc:creator>
				<category><![CDATA[Social Media]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
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		<description><![CDATA[As Mídias Sociais estão acabando com o jornalismo? Perdem aqueles jornalistas que ainda desprezam os blogs de uma forma geral. Fecham os olhos para fontes que renderiam ótimas sugestões de pautas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1071" title="As Mídias Sociais estão acabando com o jornalismo?" src="http://www.comremix.com.br/wp-content/uploads/2010/10/midias_sociais_jornalismo.jpg" alt="As Mídias Sociais estão acabando com o jornalismo?" width="540" height="275" /></p>
<address><strong><em>Bastaria uma razão para pedir a bênção à Internet: ela tirou os jornalistas do pedestal. O Velho Jornalismo acabou. Ficou ridículo. Ainda bem!!</em></strong></address>
<address><strong><em><br />
</em></strong></address>
<address><strong><em>A imagem de uma matilha de jornalistas decidindo, sozinhos, o que o público ia ler, ver e ouvir ficou tão antiga quanto uma pintura rupestre.</em></strong></address>
<address><strong><em><br />
</em></strong></address>
<address><strong><em>O Velho Jornalismo &#8211; aquele em que só os jornalistas &#8220;emitiam&#8221; informação &#8211; acabou. A Internet fundou outro planeta. Terra à vista!</em></strong></address>
<p>As frases acima foram publicadas sequencialmente pelo twitter de um blogueiro. Um momento. Blogueiro? Sendo assim, que moral então ele teria para opinar sobre o trabalho dos jornalistas? Só gente com bastante vivência em redações possui credibilidade para tanto, ora essa. Além do blog e twitter, o que mais esse indivíduo fez por aí?</p>
<p>Muita coisa. O autor das frases acima é o jornalista <a href="http://twitter.com/genetonmneto/status/27984191383" target="_blank">Geneton Moraes Neto</a>, dono de um currículo considerável. Ele já foi editor do Jornal Nacional e Jornal da Globo, por exemplo. Profissionais desse nível não perdem tempo publicando especulações, seja lá em qual veículo for. Eles gostam de anunciar<a href="http://www.comremix.com.br/wp-content/uploads/2010/10/geneton_jornalismo_internet.jpg" target="_blank"> fatos</a>, sem as afobações tão comuns dos que estão no início da carreira. Sim, acabou essa história dos jornalistas serem os únicos detentores da informação. Fim do monopólio. Graças a internet. Fato.</p>
<p>Quer dizer então que hoje qualquer um pode informar a sociedade a partir de posts e tuitadas? Sim. E quanto a credibilidade desse conteúdo? Bem, isso nem sempre vem no pacote. Se o indivíduo seguir todas as premissas do bom jornalismo, sobretudo mantendo o zelo na apuração do que será publicado, ótimo. Caso contrário, perde a confiança de seus leitores, sem chances de fidelizar uma audiência considerável. É a própria rede que determinará a relevância dessa pessoa. Nesse sentido, quem não tiver competência sempre falará sozinho nas redes sociais. Simples assim.</p>
<p>Perdem aqueles jornalistas que ainda desprezam os blogs de uma forma geral. Fecham os olhos para fontes que renderiam ótimas sugestões de pautas. O <a href="http://ldiamante.blogspot.com/2010/10/dia-do-medico.html" target="_blank">médico</a> que escreve sobre particularidades de seu ofício, o <a href="http://sundaycooks.com/tecnologia-para-viajar-melhor/" target="_blank">turista</a> que compartilha dicas para uma melhor viagem, a mãe que contribui no <a href="http://www.samshiraishi.com/empresas-tem-dificuldade-para-preencher-vagas-para-portadores-de-deficiencia/" target="_blank">exercício da cidadania</a> e por aí vai. Blogs e demais conteúdos gerados pelas mídias sociais podem ser ótimas referências, não só para o jornalista, mas também para o leitor, que tem encontrado cada vez mais opções para se informar pela tela do computador. Ou do smartphone mesmo.</p>
<p>Sim, como disse o Geneton Moraes Neto, o velho jornalismo acabou. <strong>Já vai tarde.</strong></p>
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		<title>Entrevista com Caio Túlio Costa &#8211; A comunicação 2.0 vai matar a tradicional?</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 11:43:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Cavalieri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[blogueiro]]></category>
		<category><![CDATA[caio túlio costa]]></category>
		<category><![CDATA[jornalista]]></category>
		<category><![CDATA[novas mídias]]></category>
		<category><![CDATA[web 2.0]]></category>

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		<description><![CDATA[Jornalista, professor de ética jornalística na Faculdade Cásper Líbero de São Paulo, doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da USP e consultor em novas mídias, em comunicação, Caio Túlio Costa foi ombudsman do jornal Folha de S. Paulo e diretor dos portais UOL e IG. É  autor de quatro livros: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-372" title="Caio Túlio Costa" src="http://www.comremix.com.br/wp-content/uploads/2009/11/caio.JPG" alt="Caio Túlio Costa" width="329" height="233" /><strong>Jornalista, professor de ética jornalística na Faculdade Cásper Líbero de São Paulo, doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da USP e consultor em novas mídias, em comunicação, <a href="http://caiotulio.com/">Caio Túlio Costa</a> foi ombudsman do jornal Folha de S. Paulo e diretor dos portais UOL e IG. É  autor de quatro livros: <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?tipo_pesq=titulo&amp;palavra=o%20que%20%E9%20anarquismo&amp;topo=livro&amp;sid=226123253101124399561817181&amp;k5=1FC1E23E&amp;uid=&amp;lastreg=&amp;parceiro=141314">O que é Anarquismo</a>, <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?tipo_pesq=titulo&amp;palavra=cale%20se&amp;topo=livro&amp;sid=226123253101124399561817181&amp;k5=142EDDC0&amp;uid=&amp;lastreg=&amp;parceiro=140103">Cale-se,</a> <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3195222&amp;sid=01621323511114609978787374&amp;k5=1CDE16C&amp;uid=">Ombudsman – O Relógio de Pascal</a> e </strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2720392&amp;sid=16823814411223614991077667&amp;k5=2E438E76&amp;uid="><strong>Ética, jornalismo e nova mídia &#8211; </strong></a><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2720392&amp;sid=16823814411223614991077667&amp;k5=2E438E76&amp;uid=">uma moral provisória</a>.</strong></p>
<p>Abaixo, a  entrevista concedida por e-mail para o ComRemix:</p>
<p><em>ComRemix &#8211; Com a imensa disponibilidade de fontes encontráveis via web, a tradicional caderneta de contatos do jornalista perdeu força, igualando as possibilidades para comunicadores on e offline. Até que ponto isso é verdade?</em></p>
<p><strong>Caio Túlio Costa &#8211; </strong>Em nenhum ponto isso é verdade. O maior patrimônio de um jornalista é a sua agenda. A internet o ajuda a construir, renovar ou refazer a agenda. Ela facilita. Mas não é preciso ter muita fonte, é preciso ter a fonte certa. Oferta em quantidade não significa oferta de qualidade.</p>
<p><em>ComRemix &#8211; O senhor acredita em uma convergência de canais tradicionais e novos? Matérias impressas que continuam online ou vice-versa?</em></p>
<p><strong>Caio Túlio Costa -</strong> A convergência não está nos meios nem nos conteúdos, está no indivíduo. É ele, o indivíduo, quem converge. É ele quem escolhe qual conteúdo e em qual suporte ele deseja ver ou interagir com.</p>
<p><em>ComRemix &#8211; Quais os papéis que a mídia convencional e as novas mídias terão no mundo corporativo?</em></p>
<p><strong>Caio Túlio Costa -</strong> O mundo corporativo ganhou poder de mídia com a nova mídia – assim como qualquer indivíduo, qualquer instituição&#8230; O papel desse poder, o alcance, a freqüência e a audiência é outra coisa, é outra discussão – mas o fato é que a mídia tradicional não é mais a atriz principal da comunicação – ela tem que dividir esse poder com o indivíduo, com as instituições e com as empresas.</p>
<p><em>ComRemix &#8211; Como as novas mídias e as redes sociais influenciarão mudanças na mídia convencional?</em></p>
<p><strong>Caio Túlio Costa &#8211; </strong>Se eu soubesse responder a isso estaria rico&#8230;</p>
<p><em>ComRemix &#8211; Os blogueiros são uma &#8220;nova casta&#8221; de jornalistas, ou estamos diante de um fato novo? Como os blogueiros mudarão o papel dos jornalistas?</em></p>
<p><strong>Caio Túlio Costa -</strong> Não existe nova casta de jornalista – jornalista é o jornalista, aquela pessoa com vocação para a profissão e que se formou para tanto – seja na prática do ofício seja numa universidade. Não há mudança no “papel” do jornalista, ele continua sendo o intermediário, o moderador, o analista, o elo entre o fato, a notícia, a opinião e o público consumidor da informação. Ele é aquele que representa para os outros a representação que os diversos atores do fato lhe fazem ou lhe sugerem. O que mudou foi que o jornalista deixou de ser o ator principal da comunicação unilateral como ela vinha sendo feita desde sempre. Agora, o jornalista divide espaço com o não jornalista (com o indivíduo egocêntrico, com o cidadão, com o blogueiro, com o site de uma instituição qualquer, com o site de uma empresa). Foi isso que mudou – não mudou o papel do jornalista. E ainda há jornalistas que são blogueiros também.</p>
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