Uma das questões do PR2.0 é o uso de links nos releases, para contextualização da mensagem. Entrevistei recentemente Darcio Oliveira, diretor-adjunto do Brasil Econômico, sobre a questão. Aproveite, leia e vamos debater!
Você acha que um release deve ter links?
Pode ter, desde que não seja um atrás do outro. Se forem apenas ferramentas para ajudar na melhor compreensão do assunto, ok.
Que tipo de link seria interessante em um release ou pauta?
Aqueles que ajudem a aprofundar o assunto para quem realmente se interessar sobre o tema. Mas é importante lembrar que um texto salpicado de links pode ter o efeito inverso, de irritar o leitor. Quando isso acontece, a constatação de quem lê o release é óbvia: faltou conteúdo e por isso o uso de tantas “muletas” para tentar convencer quem está do outro lado da tela.
Você acha que os links ajudam a manter o texto enxuto ou apenas poluem com sublinhados?
Ajudam a manter o texto enxuto, é fato. Mas, insisto, têm que ser muito bem colocados.
Em um ambiente com cerca de cem releases no e-mail por dia, o jornalista tem tempo para abrir os links?
O jornalista, em verdade, não tem tempo para ler as centenas de e-mails que recebe por dia. No meu caso, com toda a honestidade, release pouco funciona. A grande notícia geralmente não vem por computador. Se um assessor ou uma fonte tem algo muito bom a propor, pode contar, não fará isso eletronicamente. No máximo, o jornalista receberá em sua tela uma mensagem da fonte pedindo para que ele entre em contato o mais breve possível. Esse é o melhor “release”. O resto, é commoditie.
Links bem colocados, que facilitem a informação, podem ajudar você a comprar uma pauta?
Não.
Você precisa escrever a matéria. Você se imagina dando uma olhada nos links ou pegando o telefone para perguntar para a assessoria?
No caso de dúvida, ligo para a assessoria.
Em um release há link para fotos da empresa e dos executivos em alta. Você usaria alguma dessas fotos?
Trabalho em uma revista que costuma produzir suas próprias fotos. Na impossibilidade de isto acontecer, ligaria para pedir imagem exclusiva. Imagens por links geralmente são de fotos que já rodaram o mercado.
Você acha que a wikipedia pode ser usada como uma fonte de informação relevante em um release ou pauta?
Não.
Você acha interessante assinar um RSS para receber novidades de uma determinada empresa?
Não.
E você? Concorda com a opinião do Darcio Oliveira? O que você acha de releases com links?
5 comentários em " Releases e links: a visão de um jornalista "
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Concordo plenamente com ele.
[...] This post was mentioned on Twitter by William Parron and ReSoller. ReSoller said: RT: @rmacomunicacao: Jornalistas, o q vocês acham de links no release? Participem do debate! http://migre.me/7S1g #ComRemix [...]
Acredito que o editor da Época ainda possui uma abordagem muito conservadora com relação ao uso de ferramentas de PR 2.0. A Wiki, por exemplo, é uma fonte sim de informações, não é confiável em toda a sua extensão, mas vale o clique, principalmente para conxtetualizar um item ou fato. Acho que releases com links ajudam, mas não podem ser tomados como únicas fontes, assim como na Wikipedia.
Bom, mas um dos pontos que mais me chamou atenção foi na negação de assinar RSS de empresas. Bom, creio que Oliveira certamente não faz ronda em empresas, como eu fazia cobrindo economia em SC.
É humanamente impossível saber, exatamente, quando uma empresa publica um fato relevante ou informação bacana que geraria repercussão no mercado. O RSS ajuda e te deixa atualizado. Porque não é nada bom tomar furo do concorrente, nisso creio que todos concordaremos. E vá lá, nem todos os jornalistas são lembrados pela assessoria…duvido que uma empresa grande esqueça da Revista (mais tempo para apurar) Época…já os menores, que se virem. Quando escrevi para veículos menores, sempre sofri com um certo desdém das empresas e o RSS quebra um galho (uma árvore, em alguns casos).
E com relação as fotos…volto no mesmo ponto…uma coisa é ter fotógrafo e equipe produzindo foto exclusiva..ou até mesmo quando a empresa gera fotos só pra você…Mas se a revista XYZ chega lá, duvido que mobilizem um fotógrafo só para você ou etc. Nada como um banco de imagens farto, com opções de fotos em alta e crédito de imagem devidamente colocados.
Abraços, Henrique.
Não sou jornalista, mas pelo que entendi enviar release pouco funciona, com link ou sem link. Como é o contato, apenas pessoal? Como Dárcio falou recebe centanas de releases por dia e se está no twitter deve receber mais centenas de twttes e se tem blog mais uma centena de comentários. Entao como trabalhar esta aproximação, apenas conhecendo jornalistas?
Mateus
Acho que o ponto é ter conteudo relevante e consistente, pois sem isso, não há relacionamento ou material que funcione.