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Por Cristina Metidieri

Fico assustada (e muito contente também!) com a velocidade e a praticidade das redes sociais. Não só a velocidade da informação, mas também a rapidez com que ficamos viciados! Tentar imaginar um processo seletivo sem a utilização destas ferramentas é o mesmo que se imaginar numa fila de Banco pra pagar a conta do condomínio.

Quantas ferramentas temos a disposição hoje para divulgação de uma vaga? Twitter, Facebook, LinkedIn, Orkut …, sei lá! São muitas! E a que velocidade esta informação se propaga? Os físicos que me perdoem, mas me sinto confortável em fazer a analogia com a “velocidade da luz”! Em julho tuitamos uma vaga de Analista para a Polvora! Em poucas horas minha caixa de mensagens transbordava de currículos. Após várias retuitadas, ficamos entre as Top 10 do dia, junto com a famosa frase “Cala a Boca Galvão” (acredite se quiser!).

Tempos atrás, o recrutador tinha apenas os currículos a sua disposição para análise daquela vaga que ele havia anunciado na semana passada no Jornal. Alguns sortudos poderiam ter alguma indicação ou referência do candidato. Hoje, temos um mundo de informações disponíveis, a um custo zero, ou quase zero. A visibilidade digital favorece muito a excelência na seleção! Podemos acessar conteúdos gerados por eles, saber do que gostam, seus interesses, manias, comunidades, time, … Tudo lá de bandeja para nossa análise prévia!

Recrutar hoje também é muito mais divertido e temos espaço para a criatividade! No mês passado iniciamos uma campanha para seleção de novos talentos: “Vendendo Seu Peixe”! Os interessados em estagiar conosco deveriam postar um vídeo de 30’ dizendo porque mereciam o estágio. Os vídeos foram pra voto popular e os candidatos utilizaram a rede para realizar suas campanhas! Chegamos na etapa final e os três finalistas já estão com entrevistas agendadas pra próxima semana. Puxa! Percebi agora que nenhum deles me enviou seu currículo! Bom, vou correr atrás disso! Apesar da modernidade, ainda não há nada que substitua um bom currículo e uma boa entrevista!

A primeira vez que eu vi o livro The Social Media Bible, de Lon Safko, eu torci o nariz, porque soava pedante o termo “bíblia”. Mas a obra traz em sua essência uma rica síntese da forma correta, na minha opinião, a respeito de alguns passos obrigatórios para uma pessoa ou uma marca ter a sua presença online de maneira adequada. O autor prega:

1.      Tenha um bom perfil – desenvolvendo uma bio correta e completa, com foto condizente com o seu perfil. A eficácia dos registros pode ser comprovada quando os temas propostos pelo perfil são tratados sem constrangimento.

2.      Desenvolva conteúdo – adequado ao perfil e produzido em diferentes formatos, pode atrair e atender às expectativas da roda de conversas.

3.      Utilize diferentes canais – para endereçar os diferentes gostos e comunidades, respeitando a forma como as pessoas preferem interagir.

4.      Estabeleça o diálogo – e prove que existe vida pensante atrás do perfil.

5.      Monitore a evolução – para ver se os seus passos estão corretos e crescentes.

Se tudo parece tão simples, porque algumas estratégias não dão certo? Em alguns casos, ter vários seguidores ou simplesmente seguir os outros não resolve o problema, que pode estar na valorização excessiva do canal e pouco no diálogo. Esse é um ponto crítico, endossado pelos principais experts nacionais e internacionais.

O material abaixo, de Beto Loureiro,  gerente de redes sociais da Tecnisa, ilustra bem a importância do diálogo nas redes sociais e, principalmente, algumas etiquetas para tudo corra bem durante uma conversa na rede.

E qual é a sua opinião? Aguardo seus comentários.