Escrito por Charles Cadé, o livro eletrônico Comunicação em Rede aborda diversos temas relacionados às redes sociais, tal como o novo profissional de mídia, o jornalismo hoje e a publicidade. Publicado em forma de wiki, não é linear, mas dividido em temas e subtemas, que podem ser lidos em qualquer ordem.
Você já deve ter acompanhado essa história. Por curiosidade, a pessoa resolve enfim abrir uma conta no twitter. No começo, ela coloca algumas mensagens, segue vários perfis sem critério algum e tenta conversar com outros indivíduos. Alguns dias depois, ela desiste. A razão? “Ah, o twitter é chato. Ninguém deu bola pra mim e só vi bobagens por lá. Tenho mais o que fazer, ora essa.”
A mesma coisa você já deve ter ouvido em relação ao orkut e o facebook. Coisa estranha essa. Chato? Como assim? Ora essa, se as redes sociais não passam de bobagem para você, sinto muito, mas a culpa disso é sua. Isso mesmo. A qualidade do conteúdo que acompanhamos nesses meios dependerá dos contatos que fazemos. Ah, das comunidades que ingressamos também. Se tudo isso for criado levando-se em conta afinidades, a coisa fica bem mais interessante.
Ou seja, se interessa a você apenas bobagens sem muito sentido, vale se relacionar com os vários engraçadinhos que não saem da internet. Se discussões sobre marketing corporativo costumam chamar a sua atenção, é uma boa seguir no twitter aquele especialista que sempre anuncia alguma novidade sobre o assunto. Futebol? Culinária? Dicas sobre relacionamentos? Enfim, encontre aquilo que lhe interessa e faça bom proveito.
Tudo isso pode parecer óbvio, mas para muita gente não é, pois esperam que algo aconteça do nada em seus perfis criados nas mídias sociais. Não é por aí. Funciona como na vida real. Se você fica quieto e isolado dentro de um grupo já formado, dificilmente alguém vai ter a iniciativa de ouvir as suas ideias.
A mesma coisa acontece com determinadas empresas que resolvem embarcar na “mais nova onda da internet”. No caso do twitter, criam um perfil e começam a seguir meio mundo de forma indiscriminada. Daí, passam a bombardear o povo com mensagens sobre os maravilhosos produtos da empresa. Algumas semanas depois, por causa da falta de resultados, o fôlego vai diminuindo. Por fim, o abandono total do perfil. “Não deu certo. Pra nós, o twitter não serve pra nada. É uma porcaria, que nem o orkut.” Nada mais equivocado. Não saber encontrar o seu público dá nisso, sempre.
As mídias sociais podem ser uma maravilha, desde que você – ou sua empresa – dialogue com pessoas ou organizações que tenham a ver com as suas ideias. Caso contrário, sinto muito, você vai continuar falando sozinho. Pois é, pagando mico.
*Tuca Hernandes (@tucahernandes) é analista de mídias sociais da Polvora! e escreve nos blogs Fiapo de Jaca e Cidadão Vet




Últimos comentários