13out

Comunicação Ynterna

por Marcio Cavalieri | Categorias:Geral

Banner - Geracao Y

O termo geração Y, que caracteriza as pessoas nascidas após 1980, já foi amplamente discutido na imprensa, nas redes sociais, nas mesas de bar, nos seminários, etc. Afinal, trata-se de uma geração que tem valores, comportamentos e aspirações bastante específicas. Entender isso é fator preponderante para uma boa convivência pessoal e profissional.

Não pretendo abordar aqui as características desta geração, tampouco, me arriscar a falar sobre o tema, que tem muita gente boa e com conteúdo excelente para compartilhar, como o www.focoemgeracoes.com.br

O objetivo aqui é chamar a atenção para o seguinte fato. Estamos nos comunicando adequadamente com este público em nossas empresas? Exatamente agora, em 2010, os primeiros nascidos da Y estão completando 30 anos e ocupando posições de chefia no mercado de trabalho, como mostra pesquisa da Hay Group com mais de cinco mil jovens , onde 18% deles já ocupa cargos de chefia.

Em termos de comunicação, este público é multitarefa. Ligado em novas tecnologias, gosta de feedback contínuo e não admite a não conciliação entre trabalho e lazer. Isso representa um desafio para os departamentos de comunicação interna das empresas, uma vez a forma de comunicar-se muda.

Algumas coisas relacionadas à comunicação que aprendi observando e vivenciando isso nas empresas:

1 – Não tente empurrar a informação goela abaixo. O colaborador Y quer participar, opinar e se possível ajudar a desenvolver uma solução para um problema.

2 – Instrumentos tradicionais de comunicação interna estão envelhecendo . Outras ferramentas estão ganhando a atenção do público. Vale a pena ficar de olho nisso.

3 – Ofereça conteúdos por devices. Celular, Smartphones, Apps, não importa. Um Y espera isso da empresa em que trabalha.

4 –Escute e dialogue abertamente. Esta geração respeita o chefe pela liderança e visão mais ampla de mundo. Ela espera inspiração e não “porrada na mesa”.

5 – Sustentabilidade e responsabilidade social devem ir além do discurso bonito. Esses são valores inegociáveis para um Y.

05out

Comunicação Corporativa de Valor

por Augusto Pinto | Categorias:Comunicação em Rede

BANNER - Comunicacao Corporativa II

A Comunicação Corporativa compreende um conjunto complexo de atividades, ações, estratégias, produtos e processos desenvolvidos para reforçar a imagem de uma empresa, ou entidade junto aos seus públicos-alvo. Destas, a mídia espontânea é uma das mais importantes. A mídia promocional, ou propaganda, é a mensagem veiculada e paga por um patrocinador (empresa) e identificada com seu nome, ou marca. Já a mídia espontânea, normalmente trabalhada através da assessoria de imprensa, ou assessoria de relações com a mídia, são as notícias divulgadas pela empresa e veiculadas na mídia como matérias jornalísticas.

Para ter sucesso em uma estratégia de comunicação corporativa, via mídias espontâneas, o que é mais importante: relacionamento, conteúdo de interesse, ou planejamento? Meu pai, que era um sábio como todos os pais, sempre me alertava para o perigo das proposições simplistas. Em se tratando de mídia espontânea, tudo indica que a chave do sucesso seja o conteúdo de interesse. Mas, basta uma pergunta, para desmontar a resposta fácil: interesse de quem: do público, do jornalista, ou da mídia-alvo? Que perfil de público e que tipo de mídia? Dá para sacar que não é tão simples assim.

No passado, as grandes agências de relações com a mídia baseavam sua fórmula do sucesso no relacionamento. E até fazia sentido, pois o número de veículos era mais reduzido e o de fontes também. Hoje, com a proliferação e com a segmentação das mídias, tornou-se impossível a uma assessoria de imprensa posicionar bem seu cliente apenas com base no relacionamento com a mídia. É claro que sem o relacionamento o circuito não fecha, mas nem de longe esse é o fator preponderante.

O conteúdo de interesse deve ser visto por dois ângulos: interesse da fonte (em relação a seus objetivos de branding) e interesse do jornalista. Aqui se resolve a pegadinha proposta acima: o jornalista conhece os interesses da mídia que representa e do seu público, portanto ele é o interlocutor. A questão crítica é selecionar para  qual jornalista a sugestão deve ser encaminhada e qual o contexto sugerido para uma possível matéria. Dependendo do tamanho e da importância da pauta, é possível que tenhamos que chegar até o editor, ou mesmo até o publisher, embora a ponta de início do fio seja sempre o jornalista.

Aí chegamos à questão do planejamento. Sabendo quais são os assuntos interessam aos seus clientes e tendo relacionamento com a mídia, as agências de PR podem agir oportunisticamente e “montar cavalinhos que passam arreiados”, em outras palavras, aproveitar as chamadas pautas de mercado. As pautas de mercado são geradas pelo jornalista, têm o viés que convém à mídia que ele representa e podem incluir não apenas nosso cliente, como também seus concorrentes.

No entanto, as sugestões mais interessantes para as empresas são as chamadas pautas exclusivas, onde a agência de PR sugere, sob medida, em linha a estratégia de negócios e com o posicionamento da empresa, e que será “vendida” para uma única mídia, com exclusividade.

Vender uma pauta exclusiva é um fino trabalho de planejamento. Começa por alinhar temas relevantes para a empresa, com os interesses das mídias-alvo. Entendendo o interesse das mídias-alvo e comparando-se com os interesses da companhia, chegaremos à “pegada”. Aí cabe ao porta-voz “vender bem esse peixe”,  que pode culminar em uma bela matéria!