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O Social Media Release, que bicho é esse?

por Augusto Pinto | Categorias:Tendências

origem_social_media_releasePR em inglês, ou RP em português, é a sigla para “Relações Públicas”, a designação mais cool para assessoria de imprensa. O PR nasceu em 1906, nos USA, junto com o press release, inventado pelo jornalista Ivy Lee, com o objetivo de gerenciar a comunicação de uma crise, disparada por um acidente ferroviário que matou 50 pessoas. Na época o objetivo de Lee era apenas reportar os fatos com precisão e velocidade, de maneira padronizada, para todos as mídias relevantes, ao mesmo tempo.

Nestes mais de 100 anos, o press release envelheceu, sem perder sua principal característica que é a factualidade. Um bom press release reporta fatos e ponto. O processo de desgaste dos chamados press releases está relacionado a vários aspectos: jornalistas hiper bem informados graças à Internet; muitos fatos irrelevantes enviados pelas assessorias às redações; conflitos de contextualização (entre cliente da assessoria e a mídia) e aumento da prioridade da análise, em detrimento da pura e simples publicação dos fatos.

A tudo isso que descrevemos acima se designa genericamente por PR 1.0, ou seja, o PR que utiliza de press releases para tentar vender pautas para a mídia, “empurrando” informações supostamente interessantes. Quem primeiro enxergou o final da vida útil do PR 1.0 e dos press releases foi Tom Foremski, um jornalista do Financial Times. E foi Todd Defren, da Shift Communications de Silicon Valley, o primeiro a propor um novo formato, que ilustra este post.

Surge então PR 2.0 e junto com ele o Social Media Release, ou seja, uma plataforma para comunicar notícias relevantes, utilizando a Internet como seu principal veículo. O Social Media Release é mais democrático. Ele é escrito para ser lido diretamente na web, por jornalistas, e/ou leitores, mas também pode ser utilizado pela assessoria de imprensa para “vender uma pauta” para a mídia de forma mais eficaz.

O Social Media Release é bem diferente dos velhos press releases. Suas principais características são:

  • Contextualização (aponta cenários, através de links web para conteúdos multimídia relevantes);
  • Disponível para todos, de forma aberta, via Internet;
  • Maior credibilidade, pois tudo que é publicado na web deve ser cuidadosamente checado quanto à veracidade;
  • Cultura de rede (quem publica um Social Media Release deve estar preparado para receber comentários, críticas, deve permitir que o material seja reutilizado, remixado e distribuído sem nenhum tipo de controle);
  • Visibilidade (o Social Media Release deve ser visível na web, através de recursos como subscrição – RSS, e tagging, palavras-chave que facilitam a busca e recuperação das informações).

Que tal? Parece obviamente simples e criativo, não é mesmo? No entanto, esse conceito apenas começa a se consolidar dentro das empresas e na indústria de mídia. Dia virá que as assessorias de imprensa apenas publicarão seus Social Media Releases em páginas web denominadas Social Media Newsrooms, onde os jornalistas farão subscrição para os temas de seu interesse no momento. E os leitores apressadinhos poderão ler o material in natura, sem esperar por sua publicação formal. Duvida? Isto já está acontecendo em sites como o pitchengine.com, por exemplo.

6 comentários em " O Social Media Release, que bicho é esse? "

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