17ago

O ser humano e a marca no mesmo patamar

por flaviaferreira | Categorias:Geral

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Vivemos uma silenciosa revolução que está transformando todos os pilares que sustentam a nossa realidade. Uma transformação com investimentos altos, propiciada por tecnologias audaciosas que constroem uma cenografia visionária e uma sociedade caracterizada pelo poder incorporado pela tecnologia, mas que é cada vez mais controlada pelas pessoas. Transformam-se as relações de produção, consumo, reprodução, experiência, poder e cultura.

Somos agora, parte de uma rede impulsionada por informação e tecnologias. Um sistema pós-moderno fragmentado, que mistura o real e o virtual.  E no processo revolucionário, as esferas da comunicação sofrem profundo impacto e a mídia transforma-se em espaço público de negociação, caracterizado pela rede: globalmente conectada, flexível, abrangente e tecnologicamente versátil.

A digitalização da mídia e a conectividade proporcionada pela rede colocam todos os públicos na mesma plataforma para que juntos compartilhem a experiência da informação. As mídias sociais surgem para transformar o próprio processo de informação gerando novas formas de distribuição que são imediatamente processadas pela própria rede e transformadas novamente em informação num feedback infinito.

Se no século passado imperou a cultura de massa, neste quem reina é a cultura da diversidade e da inclusão, somos todos igualmente importantes em nossa diversidade única, projetando uma “aura de dados” que possibilita o desenvolvimento novas tecnologias extraordinárias e alucinantes. É a tecnologia que permite que a comunicação aproxime, conecte, ofereça identidades e contextos compartilhados.

A amplitude do fenômeno mídia social transformou milhões de pessoas de consumidores passivos em produtores ativos de conteúdo e revolucionam-se também as fontes de influência.

Segundo uma pesquisa realizada pela Universal Mccann, recomendações e comentários comprovam: os relacionamentos com caráter pessoal são a tendência. A evolução do uso demonstra que são as experiências positivas e qualidade que motivam o compartilhar de opiniões, refutando a idéia de que a rede seria um veículo usado majoritariamente para reclamações.

A experiência e a recomendação pessoal tornam-se influências mais fortes que os meios tradicionais e pagos de comunicação mostrando que a decisão de investir em qualidade pode garantir exposição maior do que seria possível alcançar comprando espaço na mídia tradicional. É a nova configuração das relações, a transparência, pois a sociedade em rede é cada vez mais uma comunidade, com laços estreitos pois não dependem do espaço físico.

E se as marcas tornam-se parte dos esforços do individuo para construir e manter sua própria identidade, precisam acompanhar a revolução social que transforma o indivíduo. Precisam estar dentro das mídias sociais devolvendo aos usuários a intimidade necessária para o ato da compra, de forma humana, sem tantas ferramentas de controle.

É preciso enxergar as perspectivas e desenvolver à partir delas novas habilidades para compreender e aproveitar as propriedades singulares da organização em rede.

1 comentário em " O ser humano e a marca no mesmo patamar "

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  • Perfeito texto. Tenho a intençao de desenvolver um trabalho de minha empresa junto às redes sociais.Até recebi uma proposta interessantede geração de conteudo, porem o fornecedor falhou na execuçao e acabei abandonando o barco.

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