Está cada vez mais evidente a consolidação e diversificação das novas mídias e comunidades em torno de temas afins. As previsões otimistas sobre o conceito “we media” em nossas vidas já não são mais motivo de dúvida.
Essa mudança cultural na comunicação, no entanto, traz uma questão básica para os estudantes, recém-formados e veteranos de mercado atuantes na indústria de assessoria de comunicação: “Que atividades na web serão exercidas nesta profissão nos próximos anos?”
Tudo se tornou mais simples com a evolução da web? Eu acredito que não e explico a seguir:
Conhecer o negócio do cliente: se a base da mídia social é a conversa, nenhum diálogo terá início sem o pleno conhecimento do negócio do cliente. É importante ter a consciência de que isso não vai mudar.
Novas mídias, novos conteúdos: estamos diante de um cenário diferente, que exige uma linguagem diferente, portanto, conhecer as novas mídias é o mínimo básico necessário. Texto, foto, email e telefone foram ampliados para links, videos, podcasts, etc. Contextualizar tudo isso exige técnica e conhecimento.
Rodas de conversa: ninguém entra numa roda de conversa na rede sem antes saber o que está sendo discutido. Mais ainda, qual é o tom da conversa. O assessor terá que aprender a observar e procurar ser aceito antes mesmo de querer falar a respeito de alguma marca. Em alguns casos, ele será barrado.
Clipping X monitoramento: as mídias tradicionais continuam importantes, porém as conversas sobre as marcas na rede ganharam tremenda relevância. Mais do que monitorar, os assessores de imprensa atuais terão que aprender a diagnosticar o teor das conversas e saber reportar ao cliente o cenário real.
Procedimentos de gestão e crise: a partir do cenário real, o assessor terá que orientar o cliente sobre os procedimentos a serem adotados. Em muitos casos, eles diferem muito do modelo tradicional. Por exemplo, no caso de um comentário negativo gerado em relação à marca, mas construtivo para sua melhoria, ao invés de buscar desculpas para o erro, ele poderá até agradecer pela colaboração do autor.
Parece muita mudança para um mundo que vive a “Era do press release?” É mesmo. Mas é nesse cenário que os assessores de imprensa estão e assim as empresas terão que se adaptar.
Eu passei apenas o meu ponto de vista. Qual seria o seu? Gostaria muito de conhecer.
10 comentários em " O papel da Assessoria no mundo da web – Se cada um pode comunicar na web, por quê eu preciso de um assessor de imprensa? "
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Concordo com você e já transmito aos meus clientes o mesmo posicionamento. As escolas de jornalismo, salvo algumas poucas, ainda treinam e ensinam os estudantes como age um bom profissional de texto, vídeo ou rádio. E como fica a Web? Um dos segmentos que mais contrata e recebe justamente os recém-formados. Não somente porque sabem escrever, mas porque são dessa geração que possui bytes no DNA.
Há uma grande resistência das assessorias na mudança de perfil, afinal, hoje o cliente já exige ações de imprensa na web e o primeiro passo para evoluir, é admitir que não sabe fazer o job. Sou um dos defensores de que a assessoria de imprensa não morreu, mas precisa se reinventar. Ou melhor, se atualizar. Quem não o fizer, está fadado ao esquecimento. Como dizemos no @twitter, #prontofalei.
Puccini,
Valeu pela visita no blog, presença na palestra em Joinville e participação no #NOB. Vamos nos falando. Abs.
Excelente observação. Mais do que “poder” comunicar na WEB, deve-se saber como fazê-lo. Planejamento estratégico aliado a um bom monitoramento é um bom começo de um plano de comunicação na WEB. Seu texto ainda tem um tom profético, porém otimista. Eu diria que muitos serão barrados nas “rodas de conversa”. A mídia está aí para potencializar a convergência cultural,
Olá.
Obrigado pelo artigo.
Concordo com todas as suas colocações e acho que as novas mídias estão aproximando todos (clientes, empresas, concorrência e assessores). Pra mim, isso é positivo.
Se antes o jornalista tinha que cavar para encontrar uma informação (que é o produto da nossa profissão), hoje estamos diante de uma montanha de dados que precisam ser processados. Nossa atuação se torna ainda mais importante.
Creio que a comunicação digital vai absorver a todos e o papel do comunicólogo de maneira geral vai ser tornar cada vez mais relevante.
Abraço e até a próxima.
@fabiosan.
a moça da faxina lá de casa tem assessor de imprensa.
@capetaonline
Bacana, como se diria, continua cada macaco no seu galho!
Caros,
A era do press release ainda é realidade na maioria das empresas. Os profissionais das áreas de comunicação institucional ainda não convenceram os altos executivos sobre a importância da “conversação” na WEB. Talvez por não conseguir reunir fatos relevantes sobre o tema, não sei!
Apesar de ainda não ser o principal meio a se pensar na estratégia de comunicação das organizações, a WEB pode e deve direcionar os rumos dos negócios.
Olá!
Concordo com o Everton. A era dos press releases ainda reina em grande parte das empresas e organizações, principalmente no interior. Mesmo assim, a revolução causada pelas mídias sociais transformou completamente a maneira como a empresa se relaciona com os seus públicos, o que exige uma nova postura da organização aberta ao diálogo permanente com seus consumidores, funcionários, imprensa… Os assessorados devem ser preparados para um ambiente colaborativo e de discussões francas, para assim conduzir seus clientes.
[...] Mário Soma (Remix Comunicação) Posted in Redes Sociais, Tendências Tags: assessoria, comunicação, imprensa, Redes Sociais, [...]
Concordo com o Everton e o Heitor, mas coloco uma questão: Press release é uma informação de mão única e a informação é multivia. Tanto o empresário quanto o assessor de imprensa ainda são muito refratários quando o assunto é informação. Falo isso porque edito um jornal web e não consigo convencer nenhum dos dois a contextualizar e discutir o negócio ao invés de soltar uma informação só com o ponto de vista do cliente. Ainda querem encaixar o paradigma velho nos modelos novos.