As Mídias Sociais foram viabilizadas pela Internet, que transformou todos nós em geradores (e consumidores) de conteúdos web. Um celular 3G, um laptop em ambiente wireless, a rede de computadores de sua empresa e brevemente a TV Digital, são portas de entrada para esse mundo novo. Segundo pesquisa do Cetic.br (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação) 71,7 milhões de brasileiros tiveram acesso à internet em 2008. Não é pouca coisa.

Confesso que há três anos este mesmo dado estatístico teria causado impacto “zero” na minha vida, um pouco mais distante do tema mídia social. Porém agora em 2009 eu tomei um susto ao ver e experimentar dezenas de alternativas para me comunicar com pessoas e empresas via web. Provavelmente eu deva estar no meio dessa multidão online, dos quais, segundo o Cetic.br, 87% lêem blogs, 80% pesquisam quase tudo no browser, 70% compartilham fotos, 68% assistem vídeos ou mesmo dos 75% que fazem parte de alguma rede social.

Eu tenho uma pergunta para você que está lendo este post. Será que só eu passo por tudo isso atualmente? Provavelmente não, certo?!

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As mídias sociais trouxeram novas opções para as empresas criarem alternativas ao portal corporativo. O conteúdo antes basicamente marqueteiro e, vez ou outra, inadequado na arena da comunicação, está cedendo lugar para o diálogo, mais popularizado pelos blogs e fóruns de discussões.

Afinal, como a comunicação corporativa foi impactada com a evolução da internet nos últimos anos? Tive a oportunidade de participar de dois painéis, um com o CEO da Tecnisa, Carlos Alberto Julio,  e outro com Romeo Busarelo, Diretor de Marketing da Tecnisa S/A. Eles mostraram na prática que os clientes cada vez mais escolhem qual o canal de comunicação predileto para ter contato com alguma notícia ou novidade, seja vídeo, foto, slide ou textos. Mais do que isso, assim é que eles opinam sobre seus apartamentos. E foi assim que a Tecnisa passou a vender em média 20% de seus imóveis via web.

Um dos grandes apelos desse movimento que afeta a todos nós é a desintermediação das informações e a livre escolha dos canais de comunicação. Seguimos uma tendência inevitável de buscar os recursos que nos informem, poupem nosso precioso tempo e que estão ao alcance por meio dos links na web. Quando bem selecionados, eles nos conduzem aos mais ricos conteúdos produzidos em todas as partes do mundo.

Em função do acesso ser aberto, este mesmo conteúdo de alto valor é visto tanto por empresas, quanto imprensa e igualmente pela grande maioria das pessoas apressadas, pressionadas por resultados. Se tempo é dinheiro, a informação mais clara, objetiva e relevante ganha visibilidade a cada dia. Por sinal, muitas vezes nos surpreende quando digitamos uma palavra nos buscadores e constatamos que apenas uma notícia está mais bem indexada (posicionada) do que sites corporativos lotados de informação.

Nesse cenário, a atividade de PR, como não poderia deixar de ser, também está ganhando suas nuances 2.0, se adaptando a uma cultura mais apropriada para os dias de hoje. Atualmente um press release, por exemplo, pode ser produzido num formato mais dinâmico, direto, multimídia, chamado social media release. Isso permite ao leitor acessar as novidades de uma empresa, por exemplo, via múltiplos canais e formatos, possibilitando o entendimento do contexto em que a novidade está inserida, ao invés de apenas ter contato com um fato.

Num mundo regido pela combinação browser + buscadores, a outra boa notícia é que o social media release e seus elementos são facilmente remixáveis em todo e qualquer ambiente web, disponível para o mercado de forma ampla e aberta. Ou seja, o mesmo vídeo que está a alguns cliques de distância do visitante no portal corporativo pode estar estampado com destaque num social media release. O mesmo pode ocorrer com os demais canais multimídia.

O relacionamento do assessor de imprensa ou relações públicas com o jornalista acompanha esse ritmo de mudança, de evolução. Os contatos, prioritariamente feitos via fone ou email, ficaram mais variados e em tom de conversa, como os comentários postados nos mais diversos ambientes web disponíveis. Conheço jornalistas que, movidos por algum interesse, entram em conversas via twitter, uma mídia social onde as pessoas se falam em apenas 140 caracteres e é acessível tanto pelo desktop, quanto pelo celular. Outros aproveitam as conversas do twitter para gerar capas de matérias .

E para concluir, na minha opinião, o grande avanço que a mídia social traz para o PR 2.0 e, consequentemente para os negócios, é a oportunidade das pessoas receberem feedbacks e ampliarem as conversas. Afinal, qual é o potencial de negócios de um bom e amplo diálogo com o mercado? Pense nisso!

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