
O raciocínio é bem simples:
- Suponha que você precise comprar um produto ou serviço (pode ser um aparelho de celular ou um serviço de TV por assinatura, você escolhe);
- Agora pense nas primeiras três marcas que vem na sua mente;
- Analise e diferencie uma da outra pela proposta de valor que cada marca entrega (ou promete entregar);
- Espere um pouco, ainda não tome a decisão de compra, consulte a internet: ela mostrará tudo (ou quase tudo) sobre uma marca, especialmente se você tiver paciência para pesquisar em redes sociais
- Agora sim, tome a decisão!
Até aqui, com exceção da consulta à internet, nenhuma novidade correto? Eu diria nem tanto. Vamos avaliar o contexto sobre uma ótica diferente.
Coloque-se no lugar de um executivo de comunicação de uma grande empresa e faça uma reflexão do processo de compra/escolha de um cliente, resumido no começo do texto. Pronto! Sua tranquilidade acabou. Certamente você concluirá que o desafio de construção e manutenção de uma marca é bem maior do que um simples plano com atividades táticas de comunicação.
Olhe por exemplo o caso da Apple. Quando você pensa na marca ou se depara com a maçã, automaticamente você associa: Inovação, iPod, iPhone, iPad, Steve Jobs, Simplicidade, Estilo, Facilidade de Uso, Modernidade, entre muitos outros – mas e o preço ? Quando a marca torna-se sinônimo de “valor” para os consumidores, automaticamente o preço deixa de ser fator de decisão.
É impossível dizer qual é o segredo da Apple, mas é possível afirmar que eles possuem uma estratégia de branding, orientada pela liderança de produtos e um planejamento de comunicação focado em criação de curva de demanda. Um simples evento de lançamento da Apple vira um show com repercussão mundial.
Construir ou manter uma marca é uma tarefa árdua e contínua, não basta apenas conquistar o espaço na mente do consumidor. É preciso manter uma experiência de uso permanente e positiva independente do ponto de contato.
Uma estratégia de comunicação de branding eficaz deve responder claramente algumas premissas:
- Sua marca está no short-list dos clientes (atuais ou potenciais)?
- A proposta de valor da marca é entendida e aceita pelos públicos-alvo? Inclusive os colaboradores?
- A reputação da marca na internet, especialmente nas redes sociais, é positiva ou negativa?
Se você não tem essas respostas comece a se preocupar, pois seus concorrentes podem ocupar a mente de seus clientes.
1 comentário em " Marcas: o que vem na sua mente? "
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