Por Renata Vaz*
Em um mundo totalmente interativo e 2.0, não faz sentido que as assessorias de imprensa não acompanhem esta evolução, como já foi dito aqui neste blog inúmeras vezes. A minha missão neste post é mostrar que até o clássico Follow-up (Fup para os íntimos) pode ser atualizado e se tornar, interativo, dinâmico e 2.0, como deve ser a comunicação hoje em dia.
Segundo o Manual da Assessoria de Comunicação da FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas, Follow-up significa “atividade de acompanhamento de uma tarefa para avaliação ou verificação”. Ou seja, é o momento em que os inúmeros assessores de imprensa de todo o país estão ligando para as redações dos veículos tentando vender seu “peixe” ou confirmar o recebimento de algum produto. Para se ter uma idéia, a Abracom – Associação Brasileira das Agências de Comunicação têm mais de 330 agências associadas. Agora imaginem se cada uma delas tentasse ao mesmo tempo com um pobre repórter que está na sua redação lutando para terminar uma pauta que o editor dele solicitou? Uma chuva de ligações, algumas úteis, mas a maioria inútil que com certeza atormentam o mais paciente dos seres que acaba amaldiçoando os Fups!
Uma das saídas que as assessorias podem buscar é realizar este Follow via outros meios, utilizando as mídias sociais como ferramenta de interação. (que é o que realmente nasceram para ser, certo?). Por exemplo, uma colega de trabalho vendeu uma pauta para uma jornalista pelo Twitter, o assunto era RH e ela escreveu em 140 caracteres o que precisava. A Jornalista leu, gostou e assim começou o diálogo entre as duas para concretizar a pauta. Outro bom exemplo de ferramenta de mídia social que pode ser usada é o Orkut. Qual assessora já não sofreu para encontrar o contato de um repórter? O Orkut é perfeito para encontrar pessoas, ainda mais brasileiros! Eu mesma, depois de muito tentar falar com uma repórter via telefone ou e-mail acabei “caçando” a mulher no Orkut e trocamos inúmeros Scraps, a pauta não rolou, mas valeu o esforço e ganhei um elogio do cliente!
Ultimamente o campeão de audiência no quesito Fup 2.0 com certeza é o Messenger. Eu já vendi inúmeras pautas pelo MSN e sei de outras profissionais que também utilizam esta ferramenta. Para o jornalista é prático, ele só responde quando está disponível, só aceita no MSN quem ele quer e se não gostou pode até deletar. É possível até enviar uma foto de um produto ou executivo para que o jornalista analise e resolva se gostou ou não da pauta. É um facilitador e tanto!
Cabe dizer, que independente do meio, qualquer follow requer muito jogo-de-citura, capacidade de ouvir e mobilidade, para que o assessor não seja má interpretado e saiba bem o momento de parar, para não ultrapassar o limite da boa vontade do jornalista. E vocês, já venderam alguma pauta utilizando alguma ferramenta de mídia social? Meu próximo alvo é tentar via Facebook!
*Renata Vaz é executiva de contas na RMA e autora do blog Vida de Recém Casada.
A foto que ilustra este post é de Doug88888.
3 comentários em " Contatos mais que imediatos "
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E no twitter não se aventura?
MATEUS
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