10ago

Para organizar a vida digital

por admin | Categorias:Social Media

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Por Rodrigo Capella*

Muito provavelmente você já utilizou o iGoogle para montar uma página personalizada, com previsão do tempo, horário, espaço para notícias, funcionalidade de chat e RSS. Ou ainda foi além e configurou o espaço virtual com Framed Photo, GoogleGram, Daily Me e Daily Literary Quote (o meu favorito).

Em algum momento, no meio da configuração, é bem natural que você tenha se questionado: quais as outras opções para se customizar páginas e facilitar a minha vida digital?

Além do iGoogle, há pelo menos duas ótimas soluções. A primeira – e com um visual mais moderno – chama-se Netvibes e possibilita a criação de dashboards ou a utilização de páginas já consagradas do site, como Breaking-News, que oferece notícias em primeira mão, ou a Hight-Tech para quem quer conhecer as últimas novidades do mercado tecnológico.

Há ainda as opções Social Network, com acesso fácil ao Gmail, Hotmail, Yahoo!, Free, SFR, Facebook, Twitter e Linkedin; Best Productivity, que oferece os espaços Dropbox, Photo frame, Webnote e é interligado ao Google Docs; e Finanças, com link direto com as mídias de economia e negócios.

A segunda opção é o 43Marks. Em um primeiro momento, nos faz lembrar os primórdios do HTML. Com um visual mais simples e repleto de links divididos em categorias, este ambiente virtual agrupa diversos canais no espaço demarcado pela tela do computador. Para clicar, então, não é necessário descer o cursor da página. Ponto positivo!

Pode-se ter acesso fácil ao e-mail (Gmail, Yahoo!, Hotmail..), Social (Twitter, Facebook, Linkedin…), Info (CNN, Digg, Wikipedia….), Video (Metacafe, Hulu, YouTube…), Music (Last.FM, AOL Music, PlayList…), Photo (Flickr, TinyPic, Picasa) e Games (Ign, GameSpy, TigerDirect…), entre outras mais.

Agora que você conhece o caminho, veja qual destas opções é a melhor para atingir os seus objetivos. Faça rapidamente parte do mundo digital organizado e torne as suas ações ainda mais fáceis, sincronizadas e divertidas!

(*) Rodrigo Capella é assessor de imprensa desde 2002, formado em Jornalismo pela Umesp, pós-graduado em Jornalismo Institucional pela PUC-SP, e autor, entre outros, de Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia. Edita o blog PR Interview e ministra os cursos Assessoria Digital – Evoluindo do Release para a Web 2.0 (Escola de Comunicação) e Engagement: dicas para um relacionamento diferenciado com imprensa e cliente (Abracom).

Quantas vezes não ouvimos empresários experientes se queixando de que não conhecem seus mercados. Por trás dessa constatação, milhares, muitas vezes milhões, de Reais são investidos em mercados, produtos e campanhas que não fazem sentido e não trazem resultados.

Parece incrível que grandes empresas invistam fortunas em desenvolvimento de produtos e serviços, sem saber se há mercado para eles, ou na melhor das hipóteses, sem saber o tamanho desse mercado e as dificuldades para atingi-lo. Mas, essa distorção da realidade acontece todos os dias, mesmo em gigantes globais. O que leva a esse comportamento, aparentemente irracional?

São duas as explicações, que de tão banais parecem inverossímeis:

  1. Uma pitadinha de arrogância, porque a maioria de nós cremos conhecer nossos clientes na palma da mão.
  2. E mais uma pitadinha de arrogância, quando achamos que nossa empresa é “o último biscoito do pacote” para resolver seus problemas.

O problema é que às vezes “o último biscoito do pacote não vem no sabor preferido pelo cliente”…

Vale lembrar que o mercado não é uma foto, e sim um filme, que muda todos os dias, o tempo todo. O mercado muda porque a competição global força a inovação, que gera novos produtos e serviços, que se apóiam em novos processos, tudo isso gerando novas demandas em nossos clientes. Quem não prestar atenção no filme, o tempo todo, gerando sempre novas soluções, é jogado literalmente para fora da estrada.

A dúvida que fica é: como nossa empresa pode se manter continuamente por dentro das necessidades mutantes do mercado? Para uma pergunta simples, vale uma resposta complexa. Não existe uma única solução para esse problema. Algumas estratégias de conexão com o mercado são hoje mandatórias:

  1. Canais de vendas que entendam (de fato) o negócio de seus clientes e se interessem por eles. Isso passa por uma estratégia de RH focada na capacitação e na motivação desses canais.
  2. Uma boa estratégia de relacionamento com os clientes (CRM), que permita coletar minuto a minuto suas necessidades não explícitas, através da leitura e interpretação de suas insatisfações explícitas.
  3. Sondagens periódicas de mercado.

Gostaria me alongar um pouco mais no último ponto, as sondagens de mercado (também denominadas pesquisas de marketing). Sondagens, ou pesquisas de marketing, não são pesquisas de mercado! Ambas são realizadas para verificar aspectos relacionados ao produto, ou serviço em si e ao mercado, bem como as motivações para consumo, as necessidades e desejos dos consumidores, as características da concorrência, assim como outras questões semelhantes, que visam abrir caminho para os canais de vendas e apoiar a tomada de decisões (investimentos em P&D, definição de portfolio, segmentação de mercado e ações de comunicação).

A diferença é a metodologia utilizada e a finalidade precípua. As pesquisas de mercado são quantitativas e devem ter rigor estatístico para interpretar (o mercado) com base na amostragem pesquisada. O Prof. Danilo Lundgreen Filho é uma boa fonte para quem se interessar pelo lado mais acadêmico dessa diferenciação. Um bom exemplo de uso da pesquisa de mercado são as pesquisas de intenção de voto. No mundo corporativo, as pesquisas são utilizadas para várias finalidades: segmentação de mercado, investimentos em P&D, definição de portfolio, etc.

Já as sondagens de mercado, como o próprio nome sugere, não precisam ter rigor estatístico, pois são qualitativas. Podemos sondar a opinião de clientes, colaboradores e parceiros de negócio, sempre visando melhorar nossa estratégia. As sondagens devem ter significância em relação aos perfis escolhidos e à qualidade das perguntas feitas. Sondagens não são tabuladas (embora até possam ser), mas interpretadas, e essa é a principal diferença das pesquisas. Sondagens são utilizadas para outras finalidades, tais como: escolher as melhores estratégias de comunicação e vendas, validar nosso posicionamento de mercado, escolher os assuntos e mensagens mais significativos, achar a melhor argumentação contra a concorrência, entender as reais motivações de compra de nossos clientes, etc.

Em resumo, as pesquisas tem uma finalidade mais estratégica, com implicações nas decisões de longo prazo. As sondagens são mais táticas e diretamente relacionadas ao nosso sucesso imediato nas ações de comunicação e vendas.

Faz sentido pra você?

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