Por Alexandre Fugita*
Vamos combinar? Seeding é chato. Tanto para quem executa essa tarefa, quanto para quem é o alvo do seeding, geralmente consumidores finais e “hubs” da mídia social. E também pode ser chato para a imagem de uma empresa que usa esse método para promover seu produto ou serviço.
Mas o que é seeding mesmo? É como as agências chamam o ato de semear as redes sociais, blogs e Twitter com conteúdo de seus clientes. E geralmente é feito pelo analista de mídias sociais, o chão de fábrica das agências.
O seeding surgiu da necessidade pregada em todos os seminários de mídias sociais de que as marcas precisam conversar com o consumidor. Os marketeiros 2.0 dizem que a conversa agora é de todos para todos e que uma marca não pode mais impor sua mensagem sumariamente. Corretíssimo, mas mesmo assim no seeding acaba acontecendo exatamente isso. Uma marca tenta impor a sua mensagem goela abaixo nos potenciais clientes.
No mundo perfeito o seeding nem deveria existir. As agências de mídias sociais deveriam fazer conversações de longo prazo e não infernizar a vida dos internautas com coisas tão pontuais como o lançamento de um novo produto. E esse relacionamento de longo prazo funciona. Um bom exemplo é o que a Microsoft faz desde 2007 e resulta em um ótimo relacionamento com a blogosfera de tecnologia.
E tudo isso é culpa do meme. O meme é uma unidade de informação que tem o objetivo único de se multiplicar. É como se o meme fosse um organismo vivo, um vírus, mas é na verdade uma informação. Um meme verdadeiro espalha-se sozinho, não precisa de seeding. O seeding nada mais é do que um spam disfarçado de meme.
Então o negócio é voltar para a velha e boa conversação que já se falava bem antes de “inventarem” as mídias sociais. Relacionamento de longo prazo, networking e conversação sim, seeding não!
Leituras recomendadas:
- Seeding, o spam das mídias sociais, via Braincast #9
- Aprenda o que é seeding, otário!, via Contraditorium
- Conceito de meme, na Wikipédia
*Alexandre Fugita é autor blog Techbits, e trabalha como produtor de conteúdo para internet.
Apresentação do Google Creative Labs no Advertising Week 2009, é um grande case de 87 projetos de marketing digital desenvolvidos dentro das ferramentas abertas do Google, disponíveis a qualquer usuário. Quase todos um sucesso de público, mostra que ainda são as boas ideias que alimentam a comunicação.



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