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A era digital na real…

por Marcio Cavalieri | Categorias:Tendências

digitalageDepois de dois dias imersos no Digital AGE 2.0, não pude deixar de pensar em uma comparação com a Era Glacial que mudou a face do nosso planeta há milhares de anos. É exatamente isso que está acontecendo novamente. Bom, você pode dizer que isso não é novidade e que o mundo digital já revolucionou a nossa vida e blá, blá, blá. Mas acredito que às vezes não temos a dimensão exata deste fenômeno. Certamente esta nova era “geológica” vai trazer mudanças profundas em todas as esferas de nossa vida de uma maneira jamais vista.

Não tenho a pretensão de abordar em um post todo o conteúdo que o evento trouxe. Porém, vou me arriscar a compartilhar um pouco do que foi apresentado e discutido sobre os impactos da Mídia Social em três visões interdependentes: Agências, Consumidores e as Empresas.

Trazendo à mesa as discussões sobre as mudanças drásticas que a Internet está trazendo para a indústria de Publicidade. Cabe aqui a menção da competente palestra de David Moore, CEO e Fundador da 24/7 Real Media, mais antiga rede de publicidade online em atuação no Brasil, que mostrou divertidos casos de campanhas virais que trouxeram um retorno extraordinário apenas com a Web.

Para cutucar este vespeiro, um bom debate envolvendo executivos do Google, Yahoo, UOL e Microsoft. Se a internet é a mídia que mais cresce em audiência, segmentação e possui métricas sofisticadas, porque ainda capta uma fatia mínima do bolo publicitário? Ninguém sabe a resposta ou não tem interesse nela? Bom, isso no mínimo vai exigir uma redefinição do paradigma publicitário.

E o consumidor, o que ele espera das Mídias Sociais?  De acordo com Steve Rubel, VP da Edelman Digital, ele quer resolver seus problemas. A questão de mudanças comportamentais e sociais também foi abordada em um painel contando com institutos de pesquisa que trouxeram um embasamento estatístico. Veja dois estudos relacionados aos temas discutidos: Ibope/Nielsen e Ipsos Marplan.

O fato é que para se atingir este público hoje, o desafio é muito maior. Trata-se de uma  busca por formatos que tragam mais engajamento de um consumidor que se torna co-criador com as empresas. “É necessário conquistar o tempo de consumidor” de acordo com Michel Lent , VP da Ogilvy Interactive, que mediou um debate onde a  FIAT, Nike e Samsung que conversaram sobre sua interação com os consumidores na rede.

E por falar nas empresas, como elas podem lidar com as Redes Sociais? Proibindo, restringindo? Na visão de Mauro Segura, Diretor de Marketing e Comunicação da IBM, as companhias devem liberar e estimular o uso das Redes Sociais uma vez que elas possibilitam o aparecimento de inovações, identificação de talentos e criação de comunidades de trabalho. Além disso, pesquisa da Universidade de Melbourne, aponta que um funcionário que tem acesso às redes sociais é em média 9% mais produtivo do que os que não tem.

Um exemplo de uso da IBM. Em 2006, a empresa realizou um Innovation Jam, tradicional evento que coleta sugestões de colaboradores no mundo todo. Nesta edição, 150 mil pessoas de 104 países participaram, gerando 46 mil posts. A empresa selecionou as dez melhores idéias e investiu US$ 100 milhões nelas, algumas das quais já fazem ou farão parte da nossa vida em breve. Um exemplo: o serviço de tradução simultânea para conference calls. Você fala em seu idioma e do outro lado do mundo, o interlocutor ouve no qual desejar. Incrível? Não, apenas um caso de empresa que já percebeu que a inovação vem das pessoas e não apenas de seu departamento de especialistas. Isso é a era digital. Quem não se adaptar, corre o risco de extinção, assim como os dinossauros.

happy_puzzleO portal Terra Tecnologia trouxe esta semana o artigo Análise de sentimentos é novo campo na web, publicado originalmente no The New York Times. Mostra empresas que estão investindo na análise de sentimentos dos usuários por meio de algoritmos complexos. Margaret Francis, vice-presidente de uma das empresas citadas, afirma que os softwares têm precisão de 70% a 80%. No entanto, o artigo levanta questões como a sutileza da linguagem humana para expressar sentimentos, utilizando, por exemplo, ironia e sarcasmo. Não há dúvida que as marcas precisam cada vez mais entender a percepção dos seus usuários na rede. Será que algoritmos são a solução? Ou eles apenas apontam uma direção, a ser estudada pelo analista de mídias sociais?

Leia a matéria e discuta com a gente!

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