O que o fenômeno da ressonância estrutural, que pode derrubar uma ponte, tem a ver com a ressonância de mídia que pode (ou não) amplificar o esforço de comunicação corporativa de uma empresa? Segundo Christopher S. Penn, expert americano em novas mídias, tem tudo a ver. Existe ressonância de mídia quando uma mensagem nova encontra uma mensagem pré-existente na cabeça da audiência. Nesse caso, o resultado do poder de absorção da mensagem é amplificado, da mesma forma que a voz de um cantor lírico quando em sintonia com a frequência de ressonância de um cristal o quebra.
Leia o artigo no blog Christopher S. Penn’s Awaken Your Superhero.
O mundo mudou. Essa frase é mais velha que Matusalém, e nem por isso desatualizada. Minha avó conheceu o mar aos 50 anos. Tive um tio, no interior do estado de SP, que nasceu, casou, teve filhos, foi prefeito e morreu numa cidadezinha, sem nunca ter saído de lá. Eram tempos em que o mundo evoluía em câmera lenta… era um mundo 1.0!
A partir da segunda metade do século XX, no pós-guerra, nossa vida se acelerou tremendamente, nas asas da inovação propiciada pelo conflito. Até então, podíamos nos dar ao luxo de assistir às mudanças, como espectadores, como passageiros olhando a paisagem passar da janelinha de um trem.
Aí veio a Internet e mais recentemente a banda larga barata e os buscadores web. A velocidade das mudanças passou a ser muito maior do que a capacidade de absorção de nossos pobres cérebros. Bem-vindo ao mundo 2.0!
Mas, para nosso desafio, no mundo da Internet, das mídias sociais e da geração M (garotos multimídia), não há mais espaço para espectadores…. somos todos atores. Em 2009, alguém que se dê ao luxo de ignorar as mudanças e as novas tendências está fora! Fora do quê? Fora de tudo: do emprego, dos amigos, dos filhos, da família e da vida em geral.
Não dá para ignorar o MP3, o iPod, o iPhone, os blogs, o Twitter, a TV em alta definição, a evolução dos sistemas office em nosso escritório, o DVD alugado pela web, as músicas baixadas também pela web, o Skype, o Google, o GPS,…. preciso falar mais?
O que fazer então para sobreviver a este “tsunami evolutivo”? Simples assim: pule dentro d’água e nade para não se afogar. Caia de boca no chamado mundo 2.0, onde todos interagem, onde todos opinam e aprendem, onde todos compartilham o que sabem, para aprender ainda mais. Ou seja, num mundo 2.0, adote uma atitude 2.0.
Com relação PR (Public Relations) não é diferente. O PR 1.0 dos press releases (com mais de 100 anos), das assessorias de imprensa que apenas reagem passando notícias de seus clientes aos jornais, dos jornalistas impacientes com a falta de tempo (as redações encolheram) e dos leitores sobrecarregados com excesso de informação (a mesma, por vários canais), está agonizante. A mídia está mudando e com isso não resta outra alternativa ao PR do que embarcar nessa onda. Se as novas mídias (sociais) são 2.0, o PR seguirá o mesmo caminho tornando-se também 2.0. E o que é PR 2.0? Leia nossos próximos posts, subscreva nosso blog e acompanhe essa história, enquanto ela está sendo escrita.
*A imagem que ilustra o post é de Pete Kim (via Flickr)



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