O Brasil Econômico trouxe na semana passada uma matéria informando que os jornais online já são mais populares que os impressos nos Estados Unidos. Baseada em um estudo do Pew Research Center, a Internet já é a 3a plataforma mais popular de acesso às notícias, ficando atrás apenas da TV e do Rádio.
Outro dado interessante é a confirmação de que os agregadores de notícias como o Google News ou AOL são os mais procurados na busca por notícias, endereçando os leitores para sites da CNN e BBC, por exemplo. Os números assustam: 60% dos leitores pesquisados afirmam que usam prioritariamente a web para se informar.
A mídia impressa tradicional já sente pesadamente estes efeitos e está se “reformatando” para este novo mundo. A Newsweek está mudando e reduziu sua circulação de 2,6 milhões de unidades para 1,5 milhões, além de demitir 50 colaboradores. Já o Financial Times, por exemplo, teve um aumento de 50% no lucro de sua operação online no último ano. Vale lembrar que li tudo isso em um jornal impresso, com uma proposta moderna e inteligente de abordagem.
Se a mídia tradicional está se reinventando, o mesmo acontece com o PR (Public Relations), que está se transformando no que podemos chamar de PR digital. Hoje, é impossível você praticar comunicação sem contemplar as novas mídias e entender esta nova dinâmica de relacionamentos.
Há muitos medos e dúvidas neste tema. Diariamente me deparo com estes dilemas colocados por executivos de alto nível: “Relacionamento com blogueiros. Por quê? Devo usar o Twitter?, A versão impressa é o que me interessa, não online…” Ou seja, se o executivo já ficava preocupado com o contato com os jornalistas da mídia tradicional, o que dirá do contato com os blogueiros e hubs sociais. Trata-se de um mundo novo que pode parecer assustador em um primeiro momento.
Por isso, com base na experiência prática, trago algumas dicas iniciais para desmistificar um pouco esse assunto:
- PR digital é entender que os relacionamentos antes restritos aos jornalistas e analistas, agora contemplam outros formadores de opinião e hubs sociais. Para entender um pouco mais sobre isso, recomendo o acompanhamento de especialistas no tema, como os americanos Brian Solis e Todd Defren.
- O meio não importa. O que é importa é conteúdo e relevância. Ou seja, se o conteúdo do jornal impresso migrar para a Internet, o nome e reputação do veículo continuarão importantes.
- Os conteúdos trabalhados na comunicação precisam observar as regras deste novo mundo. Por exemplo: Um press release deveria ser escrito pensando em SEO e oferecer aos jornalistas e blogueiros informações de caráter multimídia.
- É necessário ter coragem para fazer uma imersão nas redes sociais e experimentar. Pesquisa da consultoria Robert Half com 375 executivos brasileiros mostrou que 90% deles já estão nas redes sociais. Posso garantir que é muito divertido e enriquecedor.
- Nas redes sociais você obtém informações “quentes”. Está tudo lá. Seu cliente está reclamando, elogiando e dando dicas diversas que você pode usar para melhorar seus serviços e aumentar sua competitividade.
Converse com sua agência e discuta estes temas. É necessário “reformatar” também a comunicação corporativa.
A apresentação, publicada há certo tempo, estuda a participação dos principais partidos políticos nas mídias sociais segundo presença em canais, atualização, interação com o público e centralização. Uma boa forma de conhecer as diferentes abordagens usadas pelos partidos no Brasil.




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