Nos dias 18 e 19 de agosto tive a oportunidade de participar da quarta edição do Digital Age 2.0 – entre debates e palestras, discutiu-se os rumos do setor de comunicação no mercado de mídia e marketing.

DigitalAge

Entre as palestras de maior destaque estava a de Shiv Singh – estrategista digital do setor de bebidas da PepsiCo Americas, na qual foi ressaltada a importância de uma reformulação nas agências, no sentido de compreender que o digital não é mais uma extensão da TV.

Em seguida, acompanhei a palestra da simpática Andrea Harrison, vice-presidente da Razorfish, que abordou a importância da preparação frente ao digital para empresas que queiram existir no social media, reforçando que ouvir os consumidores, dos bonzinhos aos mais raivosos é essencial. Ela também afirmou que qualquer campanha tradicional pode ser convertida para mídias sociais, garantindo que ainda há tempo para as empresas que ainda não entraram no digital.

Para complementar o cenário com um tanto de realidade, Fabia Juliasz, CEO da Ibope/NetRatings compartilhou importantes dados sobre o cenário das mídias sociais e internet.

O gerente-geral da Ogilvy Interactive, Michel Lent falou sobre “como viabilizar economicamente a produção de conteúdo online”, tomando como exemplos empresas que se destacaram pela qualidade de seus produtos como Google e Apple, que podem servir como inspiração para outras empresas desenvolverem conceitos para a produção de conteúdo online, encerrando com chave de ouro. Ele ainda  explicou que hoje o consumidor tem infinitas opções, mas pouco tempo.

As palestras e outros conteúdos sobre os  tópicos mais quentes do universo digital estão disponíveis no site da Digital Age.

(*)Jacqueline Lafloufa – http://lafloufa.com/
(*)Robson Cavalcante atou como professor/tutor EAD pela Universidade Metodista de São Paulo e também teve passagem como professor em Novas Tecnologias da Comunicação pela Faculdade Anhanguera de Jacareí. Formado em Comunicação Social pela FMA-Faculdade Maria Agusta Ribeiro Daher. Atualmente é diretor da Criative Comunicação e Analista de Marketing no Grupo RMA.

24ago

O Ciclo Virtuoso da Comunicação

por Augusto Pinto | Categorias:Comunicação em Rede

Banner-Post - Ciclo Virtuoso

A comunicação corporativa é usualmente um grande desafio para as empresas. Isso em função de dois grandes problemas:

  1. As empresas não conhecem bem o perfil de seu público-alvo;
  2. E, principalmente, não conhecem seus maiores interesses no momento. Os interesses são sempre derivados das necessidades,  que mudam continuamente.

Quando nós não conhecemos nosso público-alvo, as chances de desperdiçar criatividade e o dinheiro da comunicação corporativa são muito altas. Campanhas de propaganda, campanhas de marketing direto e ações de PR (mídia espontânea) são lançadas sem que tenhamos certeza de sua eficácia. Para que isso fosse possível seria necessário medir os resultados da comunicação corporativa, o que é muito difícil no mainstream, onde a informação é “empurrada” para o mercado num sentido único.

Como garantir o valor da comunicação corporativa? Teríamos que pensar a comunicação como um ciclo (virtuoso) e não como um disparo (e esse termo é muito frequentemente usado nas campanhas). Aí chegamos às redes sociais e sua utilidade para o mainstream de comunicação.

O termo redes sociais deriva das chamadas mídias sociais, as mídias democráticas que permitem a qualquer indivíduo, em qualquer parte do mundo (o blog Generation Y, da cubana Yoani Sánchez é um dos mais lidos do mundo), expressar sua opinião e, mais do que isso, comentar sobre as opiniões dos outros. As mídias sociais são interativas e abertas! Daí que quando uma empresa participa das redes sociais (através de seus blogs corporativos, do LinkedIn, do Twitter, do YouTube, do SlideShare e até do Facebook), as chances são que ela consiga entender melhor o perfil de seu público-alvo, suas necessidades, seus interesses, podendo assim adaptar a sacada criativa e o conteúdo das mensagens, visando o aumento da eficácia do mainstream de comunicação.

O público leigo, e isso é muito comum nas novas ondas, costuma qualificar erroneamente as mídias sociais. Vira e mexe aparece alguém prognosticando o fim da mídia tradicional (impressa, ou online), substituída pelas mídias sociais. Como dizem os americanos, it’s not gonna happen! Mídias sociais e mídia tradicional têm papéis muito diferentes.

A mídia tradicional é formal, depende da credibilidade do veículo e da relevância do emissor (empresa). Já as mídias sociais, são informais, aceitam as opiniões emitidas por qualquer pessoa, independentemente de quem seja. Na verdade, nas redes sociais a credibilidade é construída paulatinamente, à medida em que publicamos conteúdos relevantes e consistentes. O público julga e joga para a vala comum da irrelevância a todos aqueles que publicam conteúdos sem consistência.

A chave do sucesso da comunicação corporativa, nos dias em que vivemos, é sabermos testar idéias e conteúdos, via mídias sociais, ajustando-os ao perfil do público-alvo antes de publicá-los nas mídias tradicionais. Nesse sentido, é muito importante que as empresas desenvolvam o conceito de inteligência de comunicação. Analistas de comunicação (uma especialidade em alta), baseados no eco dos conteúdos da mídia tradicional nas mídias sociais, podem interpretar interesses, direcionando, aí sim, disparos do mainstream que façam sentido.

Dessa forma, as redes sociais terão o papel que Curitiba tem nas campanhas de propaganda, funcionando como um laboratório vivo, e muito mais eficaz, para tudo que será comunicado nas mídias tradicionais.

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